31 de jan. de 2013

Relato sem terceira pessoa



Alfa-queratina


Primeiro você acha que vai ser um terror. Não pensa em bem, só em olhares e intimidação. Depois você pensa e repensa seu mundo interior, com ele bem definido você pode projetar o que será sentido. Apenas, projeta! Por que realmente sentir vai além de qualquer teste. Não se sabe como se vai reagir até que tudo já não esteja feito.
É necessária uma porção, feita de ingredientes bem íntimos e específicos, muitas vezes difíceis de encontrar até em si mesmo. Mas com os ingredientes a mão ainda lhe faltará uma mão amiga para terminar seu trabalho mal feito ou uma mão que lhe enxugue as lágrimas. No caso precisei de olhos. Olhos maternos para terminar o que de costas não podia ver bem. Parece meio confuso, mas é assim mesmo que é.
Hoje passado alguns meses, e como unhas, o cabelo tenha se restabelecido  já não sinto mais a necessidade dele como sentia antes. A primeira impressão não foi agradável e nem poderia ser, parecia que faltava algo em mim, mas descobri que a falta também pode ser sobra. Alguns dias se passaram até que passar a mão na cabeça e massagear o ego encontrassem um equilíbrio. 
A balança não foi tão bem estabelecida ainda. Mas sinto-me muito mais livre e desapegada. E essa sensação de liberdade de preconceitos, de coisas e de pessoas é um bem irreparável que fiz a mim mesmo. Hoje é como se mais me incomodasse o fato de algo pesar e flutuar sobre meu crânio do que me agradasse. Pode ser pesaroso e sem muito sentido á alguns, mas para quem tem que viver ou tem a opção de ter  escolhas das sensações, o desfrute da liberdade plena é a mais agradável e prazerosa delas. E tudo é adaptável.

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