2 de dez. de 2011

A lógica do vento, o caos do pensamento

Um rio, uma curso, uma caminho, uma estrada, uma escolha, um destino. De pequeno não guia-se só "dança conforme a musica". De adolescente perde-se, desloca-se desloca, faz "Hafting". De adulto "encaixa os trilhos". De idoso caminha-se ao infinito. Todas as escolhas te levam ao você que te faz, ao que torna capaz.
A cada queda um paço de dança novo. É normal que no "hafting" o rio tenha muita correnteza, é normal que o bote tenda a virar, é normal que a adrenalina te cegue e te faça esquecer do perigo. Te cegue, esse é o perigo!
Não que você não veja, apenas finge que não viu. A maturescência trás a paciência como aliada, trás a calma e te faz entender que o mundo não gira ao seus pés e nem tudo é como queira que fosse. Te livra, te liberta do prender do sentimento, do prender, do apreender. Mas se soltas o pássaro é normal que ele voe, e voe para longe, busque novos ares. Não que os daqui não lhe fossem bons, mas a ãncia do novo, do desconhecido lhe faz ir. É preciso o descobrir, o andar só muito agrega ao que te forma. O medo te acompanha e nele apoia-se a seguir, seguir só. É mais pessoal, crescer tem a ver com evoluir de dentro para fora, de agregar aquilo que é bom e livrar-se do ruim. Tombar, tropeçar, errar o caminho e corrigir é parde da subida dos degraus, é a emoção do "hafting". A incerteza não te faz irresponsável. Quem sabe a audácia seja o ácido que falta a muitas bases.
O sentir das gotas espirrando na descida do rio, são os respingos de cada ato. Tomados conscientes ou inconscientes. O que foi; foi, não volta, ninguém pode controlar o tempo, a não ser você mesmo. ]o tempo de sua vida. Sim, já que é relativo. Cada qual a seu tempo. A força com que rema, constrói-se quem se é.

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