2 de jul. de 2011

De frente pra selva


Todos os dias, bem embaixo dos nossos olhos, coisas que todos veem e ninguém se importa ou se importa e finge que não vê.
Contem-me quantos de vocês já vira um corpo estendido? Pés juntos, pele gélida. Quantos já passaram por um acidente em uma BR e viram robóticamente suas lindas faces para o vidro embaçado pelo ar condicionado de seus veículos e veem  os carros caídos na ribanceira? Pessoas chorando, gritos de desespero. E você simplesmente passa e em um instante apenas olha aquilo como fato isolado, como algo que aconteceu com aqueles que você nem conhece e o máximo que faz é ter dois miseráveis pensamentos: “Que bom que não é nenhum conhecido” e “Nossa quanta imprudência, isso nunca acontecerá comigo”. Sejam francos consigo mesmos, quem já não teve pelo menos um desses pensamentos?
Morte vira notícia, desgraça e sofrimento são notícia todos os dias, da “IBOPE”. Quer dizer que em vida, tudo aquilo que fazemos não é destaque na mídia, mas quando temos mortes trágicas ai sim, estampado na capa de algum jornal esta: “Mãe desesperada chora a morte de seu filho único, morto por tiros no RJ”. É necessário conhecer a realidade do nosso país, mas me intriga o fato de existirem programas na mídia televisiva destinados somente a isso; a mostrar aquilo que não esta longe dos nossos olhos. Meus caros não é preciso ligar sua televisão para ver sofrimento e morte, você não precisa de apresentadores que gritam incisivamente o quão dramática esta a situação do nosso país para saber que ela existe.
Fechar os olhos não é a melhor opção, fechar a janela diante do crime não ajuda a resolver a situação. Não me pergunte qual a fórmula para mudar esse quadro, por que onde existem homens, falhos, onde existem humanos, existe morte, é natural, o que não é natural são as mortes causadas pelo descontrole desses homens ou por sua imprudência perante a evolução; as máquinas. Inserir valores no intimo da sociedade, cultivar bons sentimentos, ter ideais é esperança de um futuro sem violência baseada sempre na busca pela luz iluminista, o conhecimento! ”Uma alma terna um peito sem dureza” - autor Cláudio Manoel da Costa
Só curtam o Som - Roupa Nova/ De frente pro crime

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